| 28 Novembro 2006 |
| Regresso |

Para quem me conhece, estou de volta.
Para quem não me conhece, muito prazer, e este é um retorno, por isso as postagens já se iniciarão com aspecto de continuismo. Meu antigo blog se perdeu ao vento, pois quando voltei a fumar (após quase um ano de abstinência) a revolta foi tão grande que o apaguei sem deixar memórias para a posteridade. Uma insensatez, pois lá se foi o registro de um momento importante da minha vida narrado dia a dia .
Esta semana reencontrei virtualmente um velho amigo do peito que nunca tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, diga-se. A vida é assim mesmo, pessoas que não conhecemos tornam-se caras para nós, seja por afinidade, seja por dividir um desejo mútuo de bem-estar. Bendita seja a tecnologia.
Este reencontro parece ter sido providencial, pois se deu nas vésperas de um novo ciclo que se (re)iniciará em breve na minha vida.
Ah sim, este amigo? Artemus.
A minha primeira tentativa séria de parar de fumar se deu quando achei por acaso o http://cigarroesilencio.zip.net (que agora está na sua segunda edição: http://cigarroesilencio2.zip.net), "corujei" alguns meses aquele blog e foi germinando em mim a iniciativa de largar o cigarro. E agora espero que não seja diferente.
Li todos os posts do blog novo, e relendo também os posts do antigo, encontrei a seguinte pérola escrita em maio de 2005: "Pra vocês, vai um ditado popular: 'Catitu fora da manada é comida de onça!'"
Virei comida de onça. Porém, como Phoenix (ou mais modernamente: Highlander - O Guerreiro Imortal), reúno meus trapos e saio procurando a trilha da manada, para quem sabe reencontrá-la.
Durante este tempo todo o que mais me fez falta ao voltar a fumar foi a nostálgica turma da antiga "manada", não citarei todos por pura modorra, abro uma exceção ao saudoso, polêmico, sarcástico (embora muitaz vezes sensato) e rapezista Tabac do Tabagista Anônimo (que diferente de mim - mesmo fumando não abandonou a turma)

Bem, mas voltando ao assunto, fechou-se meu ciclo tabagista novamente: Início - prazer, meio - hábito, doenças pulmonares - fim. Em tempo: este fim não é a morte, risos. ɉ apenas minha estiagem, porém quando começo a melhorar logo volto a fumar.
A natureza nos ensina a realidade, a necessidade e a força do movimento cíclico. Todos os fenômenos respondem às leis cíclicas, ao movimento dinâmico.
O inverno deve terminar para que a primavera aconteça. Depois chegará o verão e quando ele se for, o outono tomará seu lugar. Aí começa tudo novamente... Para que o dia possa nascer, a noite deve morrer. Sempre renovar é a lei da natureza.
Os ciclos existem e se repetem incansavelmente: começo, meio, fim, recomeço... O importante é que, entre um começo e outro, tenhamos ampliado nossa consciência, nosso conhecimento, que tenhamos "€œprogredido".
Muitas vezes, por medo ou simplesmente por acomodação, tentamos "€œesticar"€� o tempo de um determinado ciclo de nossa vida. Nos apegamos a ele porque já é conhecido e não exige esforço. ɉ estável e prazeroso. E ao tentar algo novo (ainda que seja o velho "de novo"), você não tem nenhuma garantia de sucesso. VOCÊŠ PODE ERRAR!!!
Talvez o mais importante da existência do ciclo seja a possibilidade que nos é dada de sempre recomeçar.
Sei que estou insistindo num ciclo que deveria ter teminado, neste exato momento estou fumando. E pensando que não deveria.
Em breve vou mudar o curso deste ciclo, seu epicentro não será mais a nicotina, já que não posso parar esta imensa roda furiosa, tentarei fazê-la girar por outras bandas, longe do cigarro.
Bem, por hora vou encerrando, tentarei postar amiúde, e espero poder em breve anunciar a data do "Grande Dia".
Mais uma vez agradeço a força recebida do amigo Artemus que certamente foi decisiva a (re)criação deste blog.

P.S.: embora não exista mais, o blogspot não aceitou o dendereço faiscaefumaca.blogspot.com, razão pela qual ficou faiscaefumaca-revanche.blogspot.com |
posted by Leumas @ Terça-feira, Novembro 28, 2006  |
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| Fumar ou não fumar: eis a questão. |
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Name: Leumas
Home: Viva a Emancipação!, Triângulo Mineiro, Brazil
About Me: Nasci pequeno e cresci aos poucos. Primeiro me fizeram os meios e, depois as pontas. Só muito tarde cheguei aos extremos. Cabeça, tronco e membros, eis tudo. E não me revolto. Fiz três revoluções, todas perdidas. Pois, se fico, anseio pelo desconhecido. Se parto, rói-me a separação. Sou como toda gente. Dou um boi pra não entrar numa briga. Dou uma boiada pra sair dela. Sou um crente, pois creio na descrença. Mas creio em Deus, e sei que Ele crê em mim. Creio que a Terra é chata. Procuro em vão não sê-lo. Creio que as paralelas se encontram nos paralelepípedos. Acredito também numa lógica de ferro como base para um pensamento mais amplo que é ilógico, lolobrígido, subjetivo e animal. Como os checos, eu posso dizer SVOBODA SUVERENITA. Ou melhor: ZA SVOBODU DUBCEKA CERNIKA. O que, ambas as frases literalmente, não tenho a menor idéia do que querem dizer. Mas estou disposto a morrer por elas, como tanta gente morre por outras frases que também não entende. Não me acho possuidor de um poder divino, mas de vez em quando solto meus trovões, e algum raio que os parta. Apoio os governos democráticos. E como recompensa exijo pouco - apenas, se a coisa endurecer, ser fuzilado por último.
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